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Enfisema

Problema pode ser evitado!
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Milhões de pessoas no mundo têm suas vidas limitadas pelo enfisema, que é uma doença respiratória crônica, de evolução lenta, que costuma aparecer depois dos 50 anos, quase sempre provocada pelo fumo, mas também por outros agentes como poeira, poluentes, vapores químicos, etc , comuns em alguns locais de trabalho.

Sua origem ainda pode ser genética, o que é mais raro. Neste caso, trata-se da deficiência de uma enzima protetora dos pulmões, chamada alfa-1-antitripsina (ATT), que predispõe até não fumantes e pessoas não expostas a riscos. A doença costuma surgir numa fase ainda jovem e sua evolução é mais rápida do que quando provocada pelo tabagismo ou outros agentes.

No enfisema, os alvéolos (pequenos sacos de ar que formam os pulmões) são destruídos. Como as trocas gasosas – a entrada de oxigênio e a saída de gás carbônico – ocorrem nos alvéolos, sua destruição faz o pulmão perder a elasticidade e a capacidade de oxigenação, o que resulta no encurtamento da respiração.

Os alvéolos saudáveis são minúsculos, numerosos, esponjosos e elásticos. No enfisema, se tornam  maiores, menos numerosos e comparativamente mais rígidos.

Sinais e sintomas

A doença evolui ao longo de muitos anos, sem que se perceba claramente. Os sintomas iniciais aparecem com a falta de ar nos grandes e médios esforços, como, por exemplo, subir escadas ou caminhar, mas é comum as pessoas ignorarem estes sinais.

À medida que o enfisema avança, a respiração se torna ofegante com chiado, tosse e sensação de sufoco. A falta de ar se estende a outras tarefas mais simples, até chegar, nos casos mais graves, às atividades cotidianas como tomar banho, se vestir, se pentear etc, incapacitando a pessoa, que, então, prefere permanecer sentada ou deitada para evitar esforços. O peito adquire uma forma cilíndrica que é característica da doença.

O diagnóstico é baseado no histórico e no exame físico do paciente, auxiliado pelos exames de imagem (Raio X e tomografia computadorizada do tórax), de sangue e de espirometria, que é um teste de função pulmonar que mede a capacidade de ar dos pulmões, dando idéia de como anda seu funcionamento.

Os exames complementares ajudam a estabelecer o nível de gravidade da doença e a definir o melhor tratamento.

O que esperar do tratamento

A meta é aliviar os sintomas do doente e prevenir a progressão do enfisema, já que os danos aos alvéolos são irreversíveis. Então, a primeira coisa a fazer é parar de fumar.

Além dos medicamentos usados por via oral ou inalatória, a terapia de reabilitação é recomendada para ensinar os enfisematosos a usar sua energia de forma eficiente e, gastar, assim, menos oxigênio. A terapia com oxigênio (oxigenoterapia) também traz benefícios, especialmente, para quem tem a doença em estágio avançado.

No caso das pessoas que sofrem com a deficiência do ATT, a reposição permanente da enzima é o recomendável para aumentar seus níveis no sangue e dar maior proteção aos pulmões.

Mas o melhor remédio mesmo é prevenir. Se você é fumante, abandone o vício! E, se nunca fumou, pra que experimentar?