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Saúde em risco

12/05/2022
Casos de hepatite aguda causam alerta no mundo.

Mais de 300 casos no mundo e uma preocupação geral: qual a origem da hepatite aguda que começou na Europa e já se expandiu para diversos países, inclusive o Brasil? Ainda não se tem uma resposta concreta e as causas permanecem desconhecidas, o que aumenta ainda mais a preocupação da comunidade científica.

As crianças, a maioria pequenas, sem doenças prévias e as primeiras a serem atingidas, não testaram positivo para os vírus típicos da hepatite – A, B, C, D ou E – o que tem feito crescer o mistério em torno do problema.

Mas onde tudo começou?

No último dia 5 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu a informação de 10 casos de hepatite aguda grave em crianças pequenas na Escócia, todos eles com causa desconhecida.

A maioria das crianças tem idade abaixo de cinco anos (entre 11 meses a 5 anos) e são saudáveis. Elas apresentavam como sintomas iniciais dores abdominais, náuseas, vômitos e diarreia. De acordo com infectologistas, esses sintomas podem evoluir para gravidade, num quadro de hepatite clássica, que se apresenta com sinais de icterícia, urina mais escura e fezes claras. Neste cenário, a doença pode ser fatal.

Em vários casos, o Sars-Cov-2 e/ou adenovírus foram identificados, porém não há clareza na relação desses dois vírus com esses casos de hepatite.

Números em avanço

A preocupação aumentou quando os números de atingidos pela doença misteriosa cresceram e chegaram a 348 casos no último dia 10. A atualização foi da própria OMS, que apontou a notificação em 20 países, com 70 casos adicionais de outros 13 países que aguardam a conclusão de testes. Entre eles o Brasil, que já tem pelo menos 16 casos em investigação, sendo quatro no Rio de Janeiro e três no Paraná.

O que é a hepatite?

É uma inflamação no fígado, geralmente provocada por dano hepático ou por uma infecção viral. Na maioria dos casos, o próprio organismo consegue promover a recuperação, mas em outros o problema pode ser fatal, sendo necessário, para sobrevivência, transplantes de fígado.

Os sintomas mais comuns incluem perda de apetite, náuseas, fadiga, dor abdominal, vômitos, dores nas articulações, fezes claras e urinas escuras. Um sinal característico da doença é quando a pele e o branco dos olhos ficam amarelos, numa condição chamada icterícia. A doença é rara em crianças, por isso a preocupação em torno dos casos.

Principais causas do surto atual

Segundo especialistas, entre as principais teorias sobre o surto da doença estão a imunidade enfraquecida (problema relacionado ao lockdown dos últimos anos por conta da covid), mutação de adenovírus (tornando-o mais agressivo), nova variante do coronavírus e alguns fatores ambientais, como exposição a drogas ou toxinas específicas.

Como se proteger?

Embora as autoridades afirmem que não há motivos para pânico, é bom ficar atento aos alertas e às formas de se proteger, principalmente em relação às crianças. A maior preocupação deve ser com os sintomas: em caso de vômito, diarreia e icterícia, a pessoa deve procurar imediatamente um atendimento médico.

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