Metabolismo

Quem nunca ouviu frases como “tem gente que come e não engorda” e “depois de certa idade a pessoa perde a força!''? A maioria, não é mesmo!?
Mas, talvez o que muita gente não saiba é que as duas condições estão diretamente relacionadas ao nosso metabolismo e que já existem descobertas sobre como ele age em cada organismo segundo a idade. A mais recente delas é sobre o fato de que a meia-idade não é a responsável pelo declínio do metabolismo. Como assim?
É isso mesmo! Até hoje, era “normal” atribuir a perda de energia ao ganho da idade, porém, um estudo realizado em 29 países com 6.400 pessoas, de oito dias de idade até 95 anos, sugere que não há alterações no metabolismo na vida adulta e que ele se mantém "sólido como uma rocha" durante a meia-idade.
Vamos entender o que é metabolismo!
Por definição, o metabolismo significa as variadas reações químicas existentes em nosso organismo que asseguram as necessidades energéticas e estruturais para manutenção do ser vivo, ou seja, é ele que controla a síntese e a degradação de substâncias dentro do nosso corpo.
De origem grega (metábole), a palavra, que significa mudança, não é uma exclusividade apenas dos seres humanos; o metabolismo ocorre em todos os seres vivos (unicelular ou pluricelular) e comanda toda reação bioquímica que acontece dentro de uma célula e do nosso corpo.
Entender isso é uma forma de conhecer melhor o funcionamento do nosso organismo. Entre as reações químicas descritas, podemos citar a produção de energia e a síntese e quebra de biomoléculas que, de certa forma, sempre foram associadas à idade ou avanço dela.
Mas, quando o metabolismo realmente começa a declinar?
Segundo o estudo, ele atinge seu pico quando o ser humano completa um ano de idade, passa a ficar estável dos 20 aos 60 anos e então começa a declinar inevitavelmente. Publicado na revista Science, o levantamento apontou quatro fases da vida metabólica:
- Do nascimento até 1 ano - nessa faixa etária, o metabolismo deixa de estar no mesmo nível da mãe para alcançar o ponto mais alto de toda a vida.
- Até os 20 anos de idade - o metabolismo sofre uma suave desaceleração e não registra aumento durante as mudanças da puberdade.
- Dos 20 aos 60 anos de idade - não há registro de mudanças.
- Por volta dos 90 anos - há um declínio permanente, com quedas anuais irreversíveis. Nessa faixa, o metabolismo fica 26% abaixo do da meia-idade.
Para John Speakman, pesquisador da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e um dos responsáveis pelo estudo, essas fases revelam muitas surpresas e, uma delas, é o fato de que, diferente do que pensávamos, nosso organismo não sofre alterações durante a vida adulta.
A descoberta
Como vimos, o metabolismo representa cada gota de química fundamental para sustentar o nosso corpo funcionando. Logo, quanto maior for o corpo - seja com mais músculos ou mais gorduras - mais energia é necessária para movimentá-lo.
Desta forma, os pesquisadores acertaram as medidas - segundo o tamanho do corpo - para fazer a comparação “quilo a quilo” do metabolismo das pessoas.
Funcionamento das células
A pesquisa revelou muitos outros fatores e alguns deles relacionados ao que o estudo não encontrou. Há anos, sugere-se que há alterações relacionadas ao metabolismo durante a puberdade ou gravidez e perdas na menopausa. Mas essa realidade foi totalmente descartada através desse levantamento.
Diferente do que pensamos, o metabolismo não está relacionado apenas a dietas e exercícios, mas sim ao funcionamento completo das células, seja no início, quando estão em total ação, ou no final, quando começam a parar de funcionar.
Futuro
De acordo com pesquisadores, compreender completamente as mudanças no metabolismo pode impactar diretamente na medicina. Isso porque, entre outras ocorrências, será possível contar com a possibilidade de identificar a forma como um câncer avança segundo as mudanças do metabolismo, por exemplo. Além disso, em relação ao tratamento, talvez exista a chance de alterar ou mudar os medicamentos nas diferentes fases humanas.