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Carnaval

17/02/2020 · 03:26 · atualizado em 17/02/2020
A festa popular que contagia o Brasil.

Enfim, para a maioria dos brasileiros, chegou uma das festas mais esperadas: o carnaval. Durante quatro dias, a folia de Momo toma conta de diversas cidades do país. Mas, você sabe como começou o carnaval?

 

Um Pouco de História

O carnaval é uma das celebrações mais antigas da humanidade. Desde a Antiguidade, as pessoas já saíam às ruas com máscaras e pinturas pelo corpo comemorando as boas colheitas.

A festa chegou ao Brasil com o nome de entrudo, trazida pelos portugueses na época da colonização. Os escravos festejavam indo para as ruas e, numa espécie de batalha, sujavam-se com polvilho, farinha e água suja. As famílias brancas brincavam em casa, jogando um líquido de odor desagradável na rua.

Por conta dessas brincadeiras, muitas pessoas tinham medo de sair de casa durante os dias do entrudo. Por isso, luxuosos bailes de máscara eram organizados para as elites e, mais tarde, também para a classe média.

No final do século XIX, o entrudo foi oficialmente proibido devido à violência das brincadeiras e, aos poucos, foi desenvolvendo-se o carnaval tal como conhecemos hoje, com blocos, cordões, frevos, até chegar às grandiosas escolas de samba.

 

Carnaval pelo Brasil

Não há um carnaval brasileiro, mas sim carnavais. Cada um com as particularidades de sua região. Vamos conhecer algumas destas festas:

No Rio de Janeiro, a revitalização do carnaval de rua faz com que, a cada ano, surjam mais blocos, que arrastam milhares de foliões pelas ruas da cidade. Há também os tradicionais bailes, onde as marchinhas ditam o ritmo da festa. Mas, a grande atração do carnaval carioca é o desfile das escolas de samba, conhecido como  o “maior espetáculo da Terra”.

O carnaval de Olinda, em Pernambuco, é um dos mais animados do país. As ladeiras da cidade viram verdadeiras passarelas para os blocos e para os famosos bonecos gigantes. O bloco Galo da Madrugada, que sai às 5h30min da manhã de sábado, é o mais tradicional de Olinda. O frevo é o ritmo oficial da festa.

Trio elétrico, axé music, abadá e blocos. Esse é um resumo do carnaval de Salvador, o mais concorrido da Bahia, que começa na quinta-feira, reunindo milhões de pessoas.

O carnaval de rua também é característico de algumas cidades mineiras. Em Ouro Preto, o bloco do Zé Pereira existe há mais de 150 anos. Na cidade de Tiradentes, os foliões curtem o carnaval na praça central ao som de bandas que tocam marchinhas.

Em Manaus, já em outubro, os desfiles de blocos e escolas de samba agitam a cidade até o carnaval. Os blocos retratam as lendas da Amazônia.

 

Carnaval pelo Mundo

A festa do carnaval não é exclusividade brasileira, ela é comemorada em vários outros países. No Reino Unido, por exemplo, o carnaval recebe o nome de Shroveitide e é celebrado na mesma época que o brasileiro.

Vários estados dos Estados Unidos comemoram o carnaval com a Mardi Grass (Terça-Feira Gorda). Em Nova Orleans, onde a festa é mais tradicional, há desfile de agremiações pelas ruas.

Veneza, na Itália, tem um dos carnavais mais charmosos do mundo. As máscaras, famosas mundialmente, são a marca da festa. Os bailes são realizados em ruas e praças.

Na Alemanha, a cidade de Bonn organiza desfiles com pessoas fantasiadas com roupas de época e máscaras para esconder o rosto, pois se acredita que o diabo fica solto durante os dias de carnaval.

 

O Carnaval de Ontem e de Hoje

Uma tradição tão antiga não poderia se manter sem mudanças ao longo dos anos, ainda mais como desenvolvimento da tecnologia e a expansão e acesso à internet. Hoje em dia, não é mais preciso sair de casa para ter acesso ao carnaval em diversos lugares do país. Dos trios elétricos de Salvador às Escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo podemos ver o carnaval de nossas salas. Mas, com certeza, ainda é muito mais divertido participar da festa!

A criatividade e a improvisação se tornam comuns quando se trata das fantasias que podem ser luxuosas, como as das escolas de samba, ou simples e divertidas, como as dos blocos de rua. As bailarinas, havaianas e piratas ainda estão presentes na festa, mas as roupas que homenageiam celebridades, personagens infantis ou fazem alguma crítica social estão em alta para o carnaval deste ano. E não há nada de mal nisso, uma vez que reforça a criatividade do brasileiro!