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Herpes, sempre presente no carnaval

Transmitida através de beijos e relações sexuais não protegidas. Fique atento.

O carnaval chegou. Para os mais jovens e solteiros, época de beijar na boca em grandes quantidades, esporte favorito de quem viaja atrás dos trios elétricos na Bahia ou segue os blocos de rua do Rio de Janeiro, por exemplo. Também é hora do governo intensificar suas ações de prevenções às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), embora outros males que recebem bem menos atenção também sejam perigosos. É o caso do herpes, doença infecto-contagiosa transmitida através de beijos e relações sexuais não protegidas.

O contágio acontece através do contato com as lesões de uma pessoa infectada com a pele ou a mucosa de outra não infectada. Embora as feridas nos lábio sejam o principal indício do herpes, muita gente já possui o vírus e não sabe, uma vez que ele pode ficar incubado por alguns meses ou anos até se manifestar, geralmente em um período de baixa resistência imunológica do organismo.

Existem dos tipos de herpes: o primeiro, chamado herpes simples, não tem cura e é recorrente. A pessoa pode apresentar o quadro infeccioso e depois passar longos períodos sem desenvolver as lesões. O segundo tipo é o herpes zoster. Vamos conhecer algumas características dos dois abaixo:

Herpes simples

O tipo mais comum da doença, conhecido como herpes simples, é provocado pelo vírus herpes humano (VHS 1 e 2) e geralmente fica localizado nos lábios e na área genital, manifestando-se em surtos esporádicos. É transmitido sexualmente em relações sem proteção e através da saliva, por isso a grande incidência durante o período de carnaval. Caracteriza-se por pequenas bolhas com líquido dentro, que ao se romperem transformam-se em lesões semelhantes a feridas. O líquido é contagioso e pode inclusive espalhar a doença para outras partes do corpo. Por isso, além de evitarem o contágio para outras pessoas, os portadores devem evitar tocar o local infeccionado com as mãos, além de mantê-las sempre limpas.

A primeira crise de herpes é a mais intensa na maioria dos casos. Quando ocorre depois, os sintomas não são tão agressivos e levam menos tempo (cerca de 5 a 6 dias) até desaparecerem.

Antes das lesões surgirem é comum sentir coceiras no local, um prenúncio de que o vírus está ativo novamente. Alguns eventos podem acelerar o reaparecimento das lesões: exposição por longos períodos ao sol, depressão, menstruação e crises de estresse. Monitorar estes acontecimentos pode ajudar a prevenir as lesões, apesar de alguns deles fugirem ao nosso controle.

Herpes zoster

O herpes do tipo zoster é provocado pelo mesmo vírus da catapora. Atinge homens e mulheres, em geral adultos e idosos. Os locais mais atingidos ficam localizados perto das costelas e na face, muitas vezes restringidos as lesões a um só lado do rosto, onde passa o nervo atingido.

Antes das lesões aparecerem é comum notar dores localizadas, coceira e formigamento no local, assim como feridas semelhantes às do herpes simples. O tratamento deve ser iniciado tão logo seja diagnosticada a herpes, possibilitando melhores cuidados e evitando infecções secundárias.