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Fome no Brasil e a crise de COVID-19

Por Debora Rodrigues Barbosa
Impactos socioeconômicos caudados pela pandemia, podem levar 22 milhões de pessoas à beira da fome.
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É importante destacar que, geralmente, a fome é relacionada à quantidade insuficiente de alimentos nas refeições diárias. Mas o termo é efetivamente bem utilizado quando está associado à falta de acesso aos tipos e à variedade correta de alimentos para satisfazer as necessidades nutricionais. Têm fome aqueles cuja alimentação diária não aporta a energia requerida para manutenção e funcionamento do organismo e para as atividades ordinárias do ser humano.

 

 

 

O fenômeno da fome, no Brasil, tem um longo histórico de desigualdades e falta de políticas públicas específicas para a resolução dessa enfermidade social.

 

 

 

A fome não tem a ver com a pouca produção de alimentos, em si, mas com a distribuição deles pelo mundo. O continente africano é um grande produtor de alimentos, no entanto, a maior parte desses produtos é destinado para a exportação, privando milhões de pessoas do acesso a uma alimentação digna.

 

 

 

No Brasil, grande parte das terras agricultáveis e utilizadas para a produção de animais, destina sua produção ao mercado exterior, atrelada aos agronegócios. Mercadorias como feijão, batata, cenoura, aipim e banana, que compõem a alimentação do dia a dia do trabalhador brasileiro, são produzidas em pequenos trechos de terra e sem a produtividade necessária, o que aumenta o preço dos mesmos, no mercado interno. É a lei da oferta e da demanda.

 

 

 

Os índices de fome foram crescentes no século XX e o período marcado pela década de oitenta foi crucial, quando um pouco menos da metade da população brasileira passou a conviver com a extrema pobreza. Nesse período, o país passou por uma grave crise financeira, e os anos oitenta foram conhecidos como a “década perdida”, quando milhares de pessoas perderam seus empregos.

 

 

 

Com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, houve uma priorização no combate à fome e o país recebeu a ajuda financeira de inúmeras instituições, dentre elas o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, o braço das Nações Unidas, responsável pela agricultura e alimentação).

 

 

 

Os índices de fome reduziram bastante, no período, e o Brasil foi considerado um exemplo no combate à fome durante anos. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO e essa foi uma grande conquista nacional.

 

 

 

A partir de 2015, a fome voltou a se alastrar pelo país e houve um incremento de cerca de cerca de 3 milhões de pessoas sem acesso regular à alimentação básica. Com a pandemia do COVID-19, o país pode se tornar um dos epicentros da fome extrema no mundo, juntamente como África do Sul e Índia.

 

 

 

A Oxfam International, uma confederação que atua em mais de 90 países na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça apontou, em setembro de 2020, que vinte e dois milhões de pessoas podem ser levadas à beira da fome, em consequência dos impactos socioeconômicos causados pela pandemia do coronavírus.  Destaca-se que muitas pessoas já vêm buscando sobreviver, a duras penas, com as mudanças climáticas, os conflitos armados, as desigualdades e um sistema viciado de produção de alimentos.

 

 

 

O que vamos fazer a respeito?