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Campos de refugiados e a disseminação do coronavírus

Por Debora Rodrigues Barbosa
O número de refugiados no mundo passa de setenta milhões e se tornou uma crise.
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Um pessoa refugiada é aquela que foi forçada a sair de sua casa, seja por conta de conflitos armados, fome extrema, tragédias ambientais (como seca, inundações e terremotos), perseguições (religiosa, política ou racial), violação maciça de direitos humanos, dentre outras causas.

O número de refugiados no mundo passa de setenta milhões e se tornou uma crise, na História Moderna, com as instabilidades político-econômicas que têm se tornado mais frequentes no Oriente Médio e na África subsaariana.Desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945, que o mundo não presenciava uma crise tão grave de refugiados.

Os maiores campos de refugiados estão no Quênia, Tanzânia, Etiópia, Sudão do Sul, Jordânia e Paquistão. A maioria dos campos de refugiados do mundo foi projetada como instalação temporária, mas  muitos cresceram e se desenvolveram como minicidades.

Os campos de refugiados já vivem em condições de insalubridade e superlotação.  As pessoas dormem em tendas apertadas, lutam para ter acesso a cuidados médicos, não fazem todas as refeições necessárias, no dia, há poucas torneiras de água e o sabão é objeto de luxo.

Houve alertas severos de médicos, agentes humanitários e das Nações Unidas de que os campos para os deslocados no noroeste da Síria podem ser devastados por um surto de corona vírus.

As medidas para conter o covid 19 têm sido cada vez mais restritivas, tanto na Ásia, como na Europa e, agora, também na América e Oceania.

Bangladesh buscou bloquear os 34 assentamentos de refugiados de Rohingya, no distrito sul de Cox's Bazar, como parte de seu esforço para conter a pandemia de coronavírus.

Alguns governos já estão impondo restrições ao movimento de refugiados dentro e fora do campo, permitindo que apenas uma pessoa, por família, possa sair ao longo do dia.

No entanto, quando o corona vírus chegar aos campos de concentração poderá se espalhar de forma incontrolável. As autoridades de saúde temem que até cem mil possam morrer, a menos que os suprimentos médicos cheguem com urgência. E muita água e sabão!

Muitos países já estão se movimentando para suspender asilo e realocação e estão pensando em fechar os campos de refugiados existentes.  Essa população, infectada ou não, vai para onde?  Voltar para as áreas de conflitos deflagrados? Para a morte?

As Nações Unidas estão se preparando para emitir um apelo de financiamento importante por mais de US $ 1,5 bilhão para se preparar para os surtos do novo corona vírus em áreas que sofrem algumas das piores crises humanitárias do mundo, incluindo Gaza, Mianmar, Síria, Sudão do Sul e Iêmen, de acordo com autoridades diplomáticas e de ajuda humanitária familiarizadas com o plano.