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Covid-19

12/03/2020
Coronavírus avança no Brasil e situação preocupa.

 

Subiu para 52 o número de casos confirmados de pessoas doentes por coronavírus no Brasil. A notícia é preocupante, já que outros 907 casos no país são considerados suspeitos. Além de São Paulo, o Distrito Federal, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro apresentam ocorrência da doença.

No mundo, o vírus já chegou a pelo menos 107 países e matou mais de 4 mil pessoas, sendo o maior número na China. Todos os 27 países da União Europeia registraram casos de Covid-19; Itália e França são os que apresentam mais casos.

A doença já é tratada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Lembrando que pandemia é o termo que a ciência utiliza para caracterizar situações em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas de forma simultânea no mundo inteiro.

Origem

Há evidências de que o vírus teve origem em um animal silvestre comercializado no mercado de Wuhan, na China. Embora não tenha sido confirmada a espécie, pesquisas revelam que a cobra, o morcego e o pangolin são considerados possíveis transmissores. O que se sabe até agora sobre o vírus é que ele faz parte de um grupo já bem conhecido, o dos coronavírus.

Os coronavírus representam uma grande família viral que causa infecções respiratórias de gravidade que varia de leve a moderada (como resfriado e pneumonia) em seres humanos e em animais, podendo, em alguns casos, evoluir para síndrome respiratória aguda grave.

No caso do Covid-19, os sintomas são bem variados e podem se confundir com os de um simples resfriado ou uma gripe. Os mais comuns são tosse (seca ou com secreções) e febre acima de 37º. Já os mais graves são dificuldade respiratória aguda e insuficiência renal. Outros sintomas também podem ocorrer, como congestionamento nasal, inflamação na garganta, diarreia e dores no corpo.

Formas de transmissão

O vírus pode ser transmitido facilmente pelo ar, por meio da saliva, do catarro e de gotículas expelidas pela boca (espirro, tosse e fala); por contato, através do aperto de mão, abraço e beijo e através de superfícies não higienizadas como celulares, corrimão, maçanetas, apoios de transportes públicos, botões etc.

Há também a forma de contágio animal; com o consumo de carne de animais silvestres.

Prevenção

Atualmente existe um grande esforço na tentativa de evitar a contaminação ou a transmissão do vírus. Veja algumas indicações:
 
- Lavar bem as mãos até metade do pulso, esfregando a parte interna das unhas;
- Fazer uso de álcool 70% para higienizar as mãos antes de tocar em áreas como boca, nariz e olhos;
- Tossir e espirrar direcionando o rosto à parte interna do cotovelo;
- Evitar tocar olhos, boca e nariz antes de lavar as mãos;
- Manter distância de pessoas que estejam tossindo ou espirrando;
- Limpar objetos de uso frequente;
- Evitar cumprimentar o outro com aperto de mãos, beijo no rosto ou abraço;
- Evitar o contato com multidões e
- Usar máscara, caso apresente sintomas semelhantes aos do Covid-19.

Coronavírus preocupa, mas dengue, zika e chikungunya não podem ser esquecidas

Por se tratar de uma doença que já vitimou muitas pessoas, sobretudo na China, o coronavírus é, de fato, um problema que assusta, principalmente porque não existe vacina capaz de imunizar as pessoas contra o vírus e pelo motivo de ainda não haver medicamentos que curem a doença.

No momento, todos os holofotes estão voltados para o avanço do coronavírus no mundo. Contudo, não podemos esquecer de três outras doenças que continuam fazendo muitas vítimas no Brasil; dengue, zika e chikungunya.

Prevenção precisa continuar

Dados do Ministério da saúde apontam que, em 2019, mais de 410 pessoas morreram em decorrência das doenças transmitidas pelo Aedes no Brasil.

Preocupante, não? Sabemos que a proliferação do mosquito pode ser evitada, já que ele precisa de água parada para colocar seus ovos. Logo, não podemos nos dispersar e subestimar essas doenças; precisamos nos conscientizar dos riscos e continuar fazendo o trabalho de prevenção.

A medida mais simples e eficaz ainda é evitar o nascimento do mosquito

Nesse caso, a dica é não deixar água parada, principalmente limpa, exposta ao tempo, em qualquer tipo de recipiente. Ou seja, o melhor é manter caixas d'água, cisternas, tanques e barris fechados com tampa adequada.

Além disso, não jogar lixo na rua e remover qualquer obstáculo que impeça a água da chuva de correr pelas calhas da casa são ações que realmente funcionam contra o mosquito.

Então, vamos continuar atentos aos cuidados contra o coronavírus, mas sem perder o foco no Aedes!